O Banco Central confirmou na noite desta segunda-feira que seu diretor de Política Monetária, Mário Torós, deixou o cargo. Segundo nota divulgada, ele saiu da instituição "a pedido" e "por motivos pessoais". A intenção de deixar o banco já havia sido declarada internamente há alguns meses e sua saída foi acelerada nos últimos dias após entrevista publicada na sexta-feira, 13, pelo jornal Valor Econômico. Quem deve assumir o posto é Aldo Luiz Mendes, que era vice-presidente do Banco do Brasil. Sua indicação será agora enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O desejo de Torós de sair da instituição, dizem fontes, surgiu principalmente após os sinais de que o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, pode deixar o cargo até março de 2010 para, eventualmente, disputar as eleições.
A saída de Torós acontece poucos dias após a publicação de uma polêmica entrevista concedida ao jornal Valor. Ele informou que, no auge da tensão causada pela crise, o Brasil viveu uma corrida bancária e, em poucos dias, 40 bilhões de reais migraram dos pequenos e médios bancos para as grandes instituições. Também disse que o Banco do Brasil soube por um diretor do BC que o Banco Votorantim estava com a saúde financeira fragilizada.
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