terça-feira, 17 de novembro de 2009

Vitamina D pode evitar doenças no coração, diz estudo

ores americanos descobriram que pessoas com carência da substância têm 45% mais probabilidade de desenvolver algum tipo de doença coronariana do que aqueles com níveis normais.

A vitamina D é conhecida por ajudar na absorção do cálcio no organismo, um elemento fundamental para a construção de ossos fortes. Mas um novo estudo apresentando nos Estados Unidos diz que muitos americanos não estão produzindo ou ingerindo a quantidade suficiente da vitamina, e isso pode ser prejudicial à saúde do coração.

No estudo, os pesquisadores analisaram 27.686 adultos saudáveis, a partir dos 50 anos, cujos níveis de vitamina D foram medidos durante exames de rotina.

Os pacientes foram divididos em três grupos com base em seus níveis de vitamina D: "normal", para aqueles que tinham mais de 30 nanogramas por mililitro de sangue, "baixa" para aqueles com níveis de 15 a 30, e "muito baixo" para aqueles com níveis inferiores a 15.

Os resultados da pesquisa foram apresentados nesta segunda-feira (16) em uma conferência da American Heart Association, em Orlando, nos Estados Unidos e mostram que, menos de dois anos depois, aqueles pacientes com baixos níveis de vitamina D tiveram 77% mais probabilidades de morrer durante o período e 45% mais probabilidade de desenvolver doença coronariana do que aqueles com níveis normais.

Esses pacientes apresentaram ainda duas vezes mais probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca do que aqueles com níveis normais. E, mesmo aqueles que tinham deficiência moderada, apresentaram um alto risco de ter problemas no coração.

Os pesquisadores também afirmam que pessoas com carência de vitamina D têm duas vezes mais probabilidade de ter diabetes e tendem a ter a pressão arterial mais elevada.

Os pesquisadores do Intermountain Medical Center, em Murray, afirmam que os resultados não provam que a falta de vitamina D provoque doenças cardiovasculares, mas sugerem uma forte ligação entre os dois fatores.

Além disso, experiências anteriores em ratos - geneticamente alterados para não responderem à vitamina D - mostraram que os animais desenvolveram pressão alta e um problema cardíaco chamado hipertrofia ventricular esquerda.

Diante disso, cardiologistas já vêm recomendando, há algum tempo,o uso da vitamina D para o controle da pressão arterial e do nível de glicose no sangue.

"O que nos foi ensinado na faculdade de medicina sobre a vitamina D é que ela está associada ao raquitismo e ao processo metabólico do cálcio," diz Joseph B. Muhlestein, um dos responsáveis pelo estudo.

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